Seminário Temático
 
     
  Título: RECEPÇÃO CINEMATOGRÁFICA E AUDIOVISUAL: ABORDAGENS EMPÍRICAS E TEÓRICAS  
     
  Ementa:  
 
 
 
Este seminário temático tem como objetivo oferecer um espaço aberto para a discussão e o debate sobre a recepção cinematografia e audiovisual sob suas diversas acepções e concepções. É um espaço para a apresentação dos resultados e conclusões das pesquisas, dos estudos de casos e das comunicações teóricas e analíticas focadas nas principais dimensões constitutivas do fenômeno receptivo, isto é, a espectatorialidade, as comunidades de interpretação, os modos de apropriação das obras e dos textos fílmicos e audiovisuais, etc.. Tudo isso sob a égide da interdisciplinaridade.
 
 
 
 
Resumo:
 
 
 
 
Resumo

Este seminário temático tem como objetivo oferecer um espaço aberto para a discussão e o debate sobre a recepção cinematografia e audiovisual sob suas diversas acepções e concepções. É um espaço para a apresentação dos resultados e conclusões das pesquisas, dos estudos de casos e das comunicações teóricas e analíticas focadas nas principais dimensões constitutivas do fenômeno receptivo, isto é, a espectatorialidade, as comunidades de interpretação, os modos de apropriação das obras e dos textos fílmicos e audiovisuais, etc.. Tudo isso sob a égide da interdisciplinaridade.

Resumo expandido

A diversidade de abordagem, de recorte, de conceitos e de definições torna complexa qualquer tentativa de agrupar os estudos da recepção cinematográfica e audiovisual num único campo teórico. De um lado, a “figura do espectador” continua sendo analisada a partir de dados textuais, instruções de leitura, por outro, as figuras do público são rastreadas com base em determinações sócio-históricas e contextuais. Em todos os casos, os públicos e os espectadores são concebidos como sujeitos de discursos: sujeitos “programados” pelas opções poéticas e retóricas das narrativas fílmicas e sujeitos construídos pelos discursos dos pesquisadores. Inclusive nas pesquisas em que impera a empiria, muitas vezes, parte-se dos espectadores “reais” para chegar a tipos de público, expectativas espectatoriais e comunidades de interpretação. Tanto nas perspectivas histórica, pragmática, sociológica, etc. há uma quase unanimidade de démarche que consistir em procurar apreender o ato da recepção em espaços onde se manifestam sujeitos envolvidos num determinado tipo trabalho de “produção” e processamento de efeitos de sentido e de afetos.

Dali a importância dos estudos de casos de recepção. Pois além das preocupações de ordem epistemológica e metodológica que eles levantam, os resultados e as conclusões desses estudos permitem aferir pressupostos teóricos sobre o fenômeno da recepção. Por outro lado, a análise e interpretação de modos de recepção específicos que se configuraram sob as práticas de leitura, de apropriação cultural e de consumo dos filmes e dos objetos audiovisuais ajudam a entender outros aspectos do funcionamento da recepção em determinados contextos sócio-culturais e sócio-históricos, e que, geralmente, revelam transformações em curso na relação dos públicos e dos espectadores com o “fato fílmico” e com o “fato cinematográfico”.

O estudo “setorizado” e compartimentado da interação obra/texto/público/espectador pode concernir tanto ao modo de recepção “individual” como ao modo de recepção coletivo ou comunitário, bem como pode concernir à continuidade entre estes dois regimes de relação com a obra e com o texto. Por exemplo, numa pesquisa interessada pelo consumo cinematográfico caseiro podem-se levantar questões que tenham desdobramentos com o estudo da recepção em sala de cinema e com a formação de comunidades de interpretação em novos espaços de recepção na internet. A própria crítica ou as novas formas de crítica cinematográfica também estão sendo reconhecidas como dimensões consubstanciais da recepção como fenômeno multiforme. Sem falar da “comunicação estética” que completa e prolonga a cinefilia no espaço público. Este seminário pretende ser um espaço de discussão sobre os diversos aspectos da recepção cinematográfica e audiovisual.

 

 

BIBLIOGRAFIA:

 

AUSTIN, J.L.. Quand dire c´est faire (How to do thing with word). Paris: Seuil,1970

CASETTI, Francesco. D´un regard l´autre: le film et son spectateur. Lyon : Presses universitaires, 1990.

DAYAN, Daniel. Western Graffiti: jeux d´images et programmation du spectateur dans La chevauchée fantastique de John Ford. Paris: Calncier-Guenaud, 1983

DE BAECQUE, Antoine. Cinefilia. São Paulo: Cosac Naify, 2010

DE CERTEAU, Michel. A invenção do Cotidiano (Vol.1. Artes de fazer). Petrópolis: Vozes, 2009

ECO, Umberto. Lector in fabula: a cooperação interpretativa nos textos narrativos. São Paulo: Perspectiva, 2008

HANSEN, Miriam. Babel & Babylon: spectatorship in American silent film. Cambridge: Harvard University Press, 1991

ISER, Wolfgang. L´acte de lecture: théorie de l´effet esthétique. Liège: Pierre Mardaga, ano (1995)

JAUSS, Hans Robert. Petite apologie de l´expérience esthétique. Paris: Éditions Allia, 2007

MAYNE, Judith. Cinema and Spectatorship. London: Routledge, 1993

ODIN, Roger. De La Fiction. Bruxelles: DeBoeck Université, 2000

PICARD, Michel. La lecture comme jeu. Paris: ed. Minuit, 1986

STAIGER, Janet. Perverse Spectators: the practices of film reception. NY: New York University Press, 2000

………………… Media, reception studies. NY: New York university Press, 2005

……...................Interpreting Films: studies in the historical reception o american cinema. Princeton: Princeton university Press, 1992

SCHEFER, Jean Louis. L´homme ordinaire du cinéma. Paris : Cahiers du cinéma-Gallimard, 1997

 

 

MINI-CURRÍCULOS:

 

Mahomed Bamba é doutor em Cinema e Estética do audiovisual pela ECA-USP. É professor adjunto na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia e pesquisador credenciado no programa de Pós-Graduação em Comunicação e Culturas Contemporâneas ( PósCom-Facom-UFBA). Tem participação em livros coletivos sobre os cinemas africanos e publicou artigos e capítulos de livros sobre a temática da recepção cinematográfica e audiovisual. Associado da Socine desde 2002.

 

FERNANDO MASCARELLO é atualmente coordenador do curso de Especialização em Cinema e professor de História do Cinema Internacional e Teoria do Cinema do curso de Realização Audiovisual da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), de São Leopoldo/RS, o qual coordenou de 2004 a 2006. Organizou para a Papirus os livros História do cinema mundial (2006), que se encontra em 7a. edição, e Cinema mundial contemporâneo, em 2 a. edição. É pesquisador com atuação nas áreas de recepção cinematográfica, teoria dos cinemas nacionais, cinema hollywoodiano contemporâeno, film noir, cinema gaúcho, cinema brasileiro, gêneros cinematográficos e cinema e sexualidade.

 

Alessandra Meleiro: Pós-doutorado junto à University of London (School of Oriental and African Studies/ Media and Film Studies). Doutora em Cinema e Políticas Culturais pela ECA/USP e Mestre em Multimeios pelo Instituto de Artes/ UNICAMP. Professora Adjunta do Curso de Produção Cultural da Universidade Federal Fluminense (UFF)/ Rio de Janeiro. Autora organizadora das coleções “Cinema no mundo: indústria, política e mercado”, com cinco volumes (África, América Latina, Europa, Ásia e Estados Unidos), e “A Indústria Cinematográfica e Audiovisual Brasileira”, que conta com seis volumes (“Cinema e Políticas de Estado”, “Cinema e Economia Política” e “Cinema e Mercado”, dentre outros). Presidente do Instituto Iniciativa Cultural.

 
 
 
  Coordenador 1: mahomed bamba  
 
 
  Coordenador 2: Fernando Mascarello  
     
  Coordenador 3: Alessandra Meleiro